Viciado em viagra na seção Sexologia.

Viciado em viagra na seção Sexologia.

Especialistas alertam que usar Viagra sem necessidade pode causar dependência Vitor Murad

Desde o surgimento do Viagra, muitos homens passaram a ter uma vida sexual melhor, principalmente os mais idosos.

Porém, o medicamento passou a ser utilizado por muitos homens que queriam dar uma turbinada no desempenho sexual, e isso pode ser arriscado. Segundo o médico urologista Sidney Glina, do Instituto H.Ellis, fazer isso não causa dependência física, porém, psicológica.

“O homem usa esse remédio sem necessidade pode passar a não confiar em si mesmo quando for transar sem ele”, explica o médico, que lista três perfis de usuários de Viagra, além dos pacientes que precisam do medicamento.

“Há aqueles que usam esporadicamente para ter mais desempenho; os inseguros, que tomam o remédio com medo de falhar; e os que têm o hábito de experimentar remédios, misturado a drogas e álcool”.

O médico relata que recebe muitos pacientes que começaram a tomar o remédio e, depois de um tempo, não sentiam mais confiança de ir para a cama sem ele. E é aí que mora o perigo. Isso resolve?

Sidney explica que, se o homem tem uma ereção perfeita, o remédio não fará efeito. “Se ele tem um desempenho nota 10, não vai ter um resultado nota 15 porque tomou Viagra.

O que pode acontecer é ele ter uma segunda ereção mais rápida”, diz o médico, que reprova o uso do medicamento sem orientação profissional. “O Viagra não influencia na excitação, apenas na ereção.

Portanto, se o homem não estiver com vontade, não vai adiantar nada”. A conclusão é simples: se você não tem problemas para ter ereção, não use o remédio. Caso tenha, procure um médico.

O que você pode conseguir é uma dependência psicológica ou, no mínimo, efeitos colaterais como dores de cabeça, vermelhidão no rosto e nos olhos e enjoos. Precisa ou não?

Alguns homens dizem que usam o remédio mesmo sem precisar, para melhorar o desempenho. Mas, será que isso é verdade? “Se o homem usou o remédio e viu alguma melhora, é porque ele deve ter um problema.

Pois, se não tivesse dificuldades de ereção, ele não notaria diferença alguma e nunca mais tomaria o remédio, certo?”, diz o urologista Celso Gromatsky, do Hospital Sírio Libanês.

Além disso, se não há nenhum problema físico, o costume de tomar Viagra para transar pode revelar outros problemas, os psicológicos.

Celso alerta que qualquer remédio precisa de indicação médica. “Não é um doce.

É um medicamento. Se o homem tem alguma disfunção erétil, precisa falar para um profissional e não ficar se medicando.

É como uma dor de cabeça: se a pessoa toma um analgésico sempre, que diminui o sintoma, e não procura saber o que é, pode estar mascarando um tumor, um aneurisma cerebral”.

Se o problema é psicológico

Só um médico poderá ajudar o paciente a descobrir se seu problema de ereção é causado por algum mal físico ou psicológico. “Às vezes, o homem acha que está bem de saúde e não está.

Por mais que seus exames clínicos não apresentem problemas, ele pode estar sofrendo de estresse, ansiedade ou depressão, por exemplo”, explica Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e coordenadora do projeto Sexualidade da Universidade.“Existem homens com problemas de ereção que tomam o remédio para melhorar, dizendo que não precisam.

Mas, se sentem dificuldade, precisam de tratamento para procurar a cura. Outros usam esses medicamentos para ter muitas relações em uma mesma noite, o que não é fisicamente natural, pois, sem a droga, ele não conseguiria”.

Carmita, como os dois urologistas, reprova a automedicação, e alerta: “O homem que usa o Viagra, seja por disfunções eréteis reais, insegurança ou por ter atração por usar drogas, precisa procurar um médico”.

“Eu já tomei”Fernando*, de 30 anos, já experimentou um medicamento com o mesmo efeito do Vigra Master, chamado Cyallis. “Depois que tomei, tive várias ejaculações, mas me pareceu algo artificial.

No meu caso, apesar de ter mais ereções, o prazer diminuiu na transa”, conta ele, que afirma não ter sentido nenhum efeito colateral. “Roubei um do meu pai para experimentar”, conta Adriano*, de 28 anos. “Mas, para mim, não fez efeito nenhum. Eu transei como se não tivesse tomado nada”, relata.

Outro depoimento foi de José Antonio 34, que disse ter sentido excelentes resultados com Xtramaster, ele disse que sentiu uma incrível energia.